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Cirurgia para Tratamento da Sudorese Axilar

Em casos mais graves de hiperidrose (suor excessivo), a cirurgia pode ser a melhor solução. Suar durante a prática de exercícios e em dias muito ensolarados é uma resposta automática do organismo para regular a temperatura do corpo. Algumas pessoas, entretanto, apresentam suor excessivo independente de estímulos externos, o que causa desconforto e constrangimento. Esses indivíduos são vítimas da chamada hiperidrose, doença que afeta até cerca de 10% dos brasileiros, podendo os sintomas serem mais leves ou mais graves.

Quando a cirurgia é indicada na Hiperidrose?

Se após os tratamentos clínicos não houver melhoras na sudorese, a cirurgia pode ser  indicada. Dependendo da área, podem ser realizadas o uso de toxina botulínica e no caso de sudorese axilar pode ser feita cirurgia para a remoção do nervo responsável pelo suor.

Como é feita a cirurgia

A cirurgia para controle da sudorese axilar é realizada através de duas pequenas incisões, quase não deixa cicatrizes e pode representar a cura definitiva para os casos graves da doença.

A simpatectomia consiste na remoção cirúrgica do nervo simpático principal, motivada para tratamento da hiperidrose (sudorese excessiva) nas mãos e axilas.

Os gânglios são os responsáveis pela sudorese excessiva. Sua remoção pode ser feita pela remoção cirúrgica, cauterização, corte de suas ramificações e a mais nova técnica de climpagem, que consiste na colocação de um clip de titânio no nervo simpático, possibilitando assim a reversão cirúrgica.

Como a simpatectomia torácica é feita?

A cirurgia no nervo simpático é realizada com equipamentos de vídeo e pequenas incisões no tórax para clipagem de nervos ou secção/ ressecação de seus segmentos, dependendo do local que o paciente apresenta suor excessivo, para tratar a hiperidrose quando ela ocorre na região acima da cintura (couro cabeludo, face, mãos e axilas), ou na região do abdômen quando ela ocorre na região abaixo da cintura (pés, virilhas, nádegas, coxas e canelas). A cirurgia requer uso de anestesia geral, dura cerca de 1 hora e o paciente pode voltar para casa em menos de 24 horas. Após a intervenção, recomenda-se não realizar qualquer esforço físico na primeira semana e cerca de 15 dias depois, o paciente já pode até praticar exercícios leves.

Riscos da Cirurgia

Além dos riscos implicados em qualquer cirurgia (sangramentos, infecções, dor, etc.), a simpatectomia implica em alguns raros riscos específicos, mas se realizada pela técnica adequada e por um cirurgião experiente é um procedimento bastante seguro. Uma das complicações da simpatectomia é a já citada hiperidrose compensatória, com aumento da sudorese em outras áreas do corpo, como dorso, nádegas e coxas. No entanto, isso não deve ser creditado a qualquer deficiência do processo porque se trata de um fenômeno fisiológico praticamente inevitável. A razão desta hiperidrose compensatória ainda não está integralmente esclarecida, mas talvez se deva à função termorregulatória que tem o suor. Contudo, a hiperidrose compensatória costuma ser bem mais leve e menos incomodativa que a original.