A cirurgia para remover as amígdalas foi "moda" há algumas décadas, mas hoje em dia os médicos acreditam que elas são uma parte importante do sistema de defesa do corpo e devem ser preservadas sempre que possível.  Porem a partir do momento que as inflamações ocorrem frequentemente as amígdalas deixam de fazer corretamente o seu papel imunitário. Os distúrbios respiratórios obstrutivos durante o sono (apneias) causam mais mal para a criança do que a amígdalas causam de bem para a função imunitária.

 Nesses casos o que se constata de fato são os benefícios resultantes da amigdalectomia: as crianças aumentam de peso, crescem e desenvolvem-se melhor, por terem menos infeções.

Dra. Ana Laura Alvarenga Brandão Wanna diz que embora muitos dos quadros de infecções repetidas tenham passado a ser controlados com remédios , existem ainda circunstâncias em que há necessidade de praticar essas cirurgias. Atualmente temos visto um número de adolescentes e adultos jovens com amigdalites extremamente violentas , que se repetem várias vezes por ano, e que freqüentemente exigem altas doses de antibióticos de geração recente para seu controle e cura.

Quanto mais cedo se faz uma amigdalectomia melhor é o pós-operatório, menor risco de complicações e menor dor. A nível mundial, 7 a 10% das crianças têm uma indicação formal para retirar as amígdalas.

Anestesia na Amigdalectomia

é usada a anestesia geral.

Tempo de duração da cirurgia de Amigdalectomia

cerca de 1 hora

Quando é indicado a amigdalectomia?

Indicações Absolutas 

  • Aumento exagerado de tamanho, levando a grande dificuldade de deglutição.
  • Aumento exagerado de tamanho, levando à obstrução das vias aéreas superiores .
  • Tumores quase sempre causam aumento de volume unilateral. Na maioria das vezes , prefere-se fazer exérese total em vez de biópsia. 


Indicações Relativas 

  • Amigdalites de repetição (considera-se que existe indicação cirúrgica quando ocorrem cinco ou mais amigdalites em um ano)
  • Dificuldade para respirar devido ao inchaço das amígdalas e adenóides (tecido linfático na parte posterior do nariz)
  • Dificuldade para engolir
  • Presença de um tumor na garganta ou na passagem nasal
  • Abscesso periamigdalino(é uma complicação grave originada da amigdalite aguda bacteriana)
  • Amigdalite focal 
  • Mau hálito - é, também, uma indicação controvertida, mas alguns pacientes que apresentam grande eliminação de caseum preferem operar-se, desde que se tenham investigado todas as outras possíveis causas do mau hálito.
  • Convulsões febris - por si só não constituem indicação cirúrgica, mas quando as convulsões ocorrem quase sempre na vigência de amigdalites, muitas vezes decide-se pela intervenção cirúrgica.
  • Apnéia obstrutiva do sono - pode ocorrer em virtude da grande hipertrofia das amígdalas palatinas (e faríngica). Em geral está acompanhada de ronco noturno e sono inquieto. A cirurgia costuma provocar melhora rápida e intensa. 

Quando é contraindicado a Amigdalectomia?

Contraindicações Absolutas 

  • imunodeficiência 

Contraindicações Relativas 

  • Distúrbios da crase sangüínea
  • Alergia
  • Insuficiência cardíaca
  • Fissura palatina curta, com ou sem úvula bífida, pela eventual possibilidade de causar ou agravar rinolalia aberta. 

O que é amigdalite?

A amigdalite (tonsilite), popularmente chamada de “dor de garganta”, é uma inflamação das amígdalas.

 O que são as amígdalas?

As amígdalas são formações linfoides localizadas na parede lateral da faringe e que têm função de defesa do organismo contra infecções. No entanto, são sedes comuns de infecções, principalmente em crianças.

Quais são as causas da amigdalite?

A amigdalite é causada por infecções virais, na maioria dos casos, ou bacterianas (geralmente causadas por uma bactéria conhecida como estreptococos). As infecções bacterianas geralmente apresentam placas brancas de pus sobre as amígdalas; nas virais isso não ocorre.

Quais são os sinais e sintomas da amigdalite?

Os principais sinais e sintomas da amigdalite (tonsilite) são:

  • aumento do tamanho das amígdalas
  • dor de garganta
  • dores pelo corpo
  • febre (em geral, maior do que 39°C nas amigdalites bacterianas)
  • cansaço
  • falta de apetite
  • dores ao deglutir que se irradiam para o ouvido
  • dificuldades de respirar, dores de cabeça
  • alterações da voz
  • Os gânglios linfáticos do pescoço podem estar aumentados de tamanho e se tornarem mais sensíveis à palpação.

Como o médico diagnostica a amigdalite (tonsilite)?

A amigdalite pode ser diagnosticada pela inspeção direta da garganta, que mostrará as amígdalas inchadas, muito vermelhas e com manchas brancas. Externamente, os nódulos linfáticos na mandíbula e no pescoço podem estar aumentados de tamanho e mais sensíveis à palpação. Normalmente, o histórico familiar e o exame clínico propiciam o diagnóstico. Porém, nem sempre ele é tão característico. A hipertrofia das amígdalas muitas vezes é questionável ao exame físico e, mesmo quando presente, pode ser decorrente de outras causas, como alergias, por exemplo. Por outro lado, pode haver infecções crônicas em amigdalites (tonsilites) de pequena dimensão. As infecções recorrentes podem ser confundidas com as rinofaringites virais repetidas. Geralmente alguns exames de laboratório complementarão o exame. O hemograma mostrará sinais de infecção aguda e uma cultura de material da garganta ajudará a determinar o germe infectante.

Como o médico trata a amigdalite (tonsilite)?

A amigdalite (tonsilite) viral em geral não requer tratamento específico, porque a cura espontânea ocorre em poucos dias, bastando apenas o tratamento sintomático. A amigdalite (tonsilite) bacteriana deve ser tratada com antibióticos, além dos cuidados sintomáticos gerais (dor, febre, dificuldade de engolir, etc.). Os sintomas da amigdalite (tonsilite) diminuem ou desaparecem ao término de 2 ou 3 dias após o tratamento ser iniciado, mas o antibiótico receitado deve ser tomado por 7 dias, pelo menos, e algumas pessoas podem ter de tomá-lo por período maior, se o médico assim prescrever.

Em casos crônicos, muito repetitivos, a retirada cirúrgica das amígdalas pode ser aconselhável porque elas permanecem continuamente infeccionadas, afetando o desenvolvimento normal da criança. A melhoria acentuada do apetite, da disposição, da tonalidade da pele, do humor e do rendimento escolar pode ser notada pelas famílias das crianças operadas.

Como prevenir a amigdalite (tonsilite)?

Ingerir alimentos que contenham vitaminas, como frutas, legumes, fígado, peixes, etc.

Evite situações que possam produzir variações de temperatura no organismo como tomar água gelada, andar descalço, correntes de ar e molhar-se na chuva. Elas favorecem a instalação das bactérias.

Como evolui a amigdalite (tonsilite)?

Tratadas adequadamente, as amigdalites se curam de maneira integral.

A hipertrofia das amígdalas pode causar roncos e apneia do sono do tipo obstrutiva.

Mais raramente, as amigdalites repetitivas, não solucionadas, podem ter como consequência o surgimento de complicações cardíacas, como as da febre reumática e/ou renais, como a glomerulonefrite.

Mitos falados da retirada das amígdalas

  • Crianças que sofrem de asma não podem tirar as amígdalas (mentira)
  • A amigdalectomia provoca sangramento abundante (mentira)
  • O sistema imunitário fica enfraquecido após esta cirurgia (mentira)
  • É necessário deslocar a mandíbula para se operar (mentira)
  • As amígdalas podem voltar a crescer (mentira)

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