Sabemos que o zumbido é um problema que afeta cerca de 17% da população mundial, só no Brasil o problema atinge 28 milhões, e a causa do zumbido é um sofrimento significativo em 4% das pessoas em geral (aproximadamente 6 milhões).

O que é o zumbido?

 O zumbido é caracterizado pela audição de um som constante ou que vai e volta, sem ter nenhuma relação de causa e efeito com o ambiente. Dá-se o nome de zumbido, ou ainda acúfenotinnitus ou tinido, a uma sensação auditiva cuja fonte não advém de estímulo externo ao organismo, é um sintoma associado a várias formas de perda auditivaO zumbido, é também conhecido como tinnitus ou tinido, é definido como um som nos ouvidos ou na cabeça sem a presença de uma fonte externa. 

Muitas pessoas descrevem o som como o som do apito de uma panela de pressão, barulho do chuveiro ou canto da cigarra constante, chiado, exame de abelha. Trata-se de um barulho, ruído, um zunido que está sempre lá, as vezes passa despercebido, mas em outras ocasiões chega a ser enlouquecedor. A pessoa afetada diz escutar uma zoeira na cabeça, ouve sons como sinos, zumbido, apito, campainha, cachoeira, cigarra etc. Pode ser temporária, mas pode durar dias ou tornar-se permanente.

O grande obstáculo para o tratamento do zumbido é descobrir o que leva a essa emissão
indiscriminada de impulsos, já que o zunbido em si não é uma doença, e sim, um sintoma.

As causas do zumbido podem ser:

  • Excesso de cera no ouvido
  • infecções no ouvido
  • Otites
  • lesões do ouvido
  • exposição a sons altos
  • Perda de audição
  • Líquido na orelha
  • Perfuração do tímpano
  • exposição a sons altos

Essas são as causas mais comuns para o tinnitus, no entanto, muitos outros fatores que aparentemente não têm nada a ver com o sistema auditivo podem dar origem a esse sintoma.

  • Desvios de coluna
  • Problemas dentários
  • Traumatismo craniano
  • estresse
  • depressão
  • alterações cardiovasculares
  • Drogas: Overdose de aspirina, diuréticos e outros
  • Hipertensão e aterosclerose
  • Anemia severa e falha renal
  • Problemas da tiróide, como hipertireoidismo ou hipotireoidismo
  •  perda auditiva por doença das meninges
  • diabetes
  • disfunções da articulação da mandíbula
  • consumo excessivo de cafeína, álcool e tabaco

Qual tratamento para o zumbido?

Cerca de 90% dos casos têm como causa principal a perda auditiva. Por esta razão, não existe um único tratamento que seja eficaz para todos os tipos de zumbido e, em alguns casos, o zumbido não desaparece por completo. Por outro lado, existem muitos tratamentos que chegam a diminuir o zumbido e até eliminar o zumbido dos ouvidos ou cabeça.

A eficácia do tratamento dependerá da causa do problema (se é identificável ou não, tratável ou não), da resposta individual do paciente àquele tratamento (nem todos os organismos reagem da mesma maneira aos medicamentos) e da disciplina e perseverança do paciente, pois qualquer tratamento falhará se não for rigorosamente seguido.

Há vários caminhos para tratar o zumbido, e a medicina sempre estuda novas alternativas. Assim, quem sofre com isso não deve dar ouvidos ao conselho de “aprender a conviver com o problema”. Deve, sim, buscar as soluções que a medicina oferece.

O zumbido tem cura? Qual a cura para o zumbido?

Não existe cura específica ou definitiva para alguns tipos de zumbido (particularmente os de origem neurossensorial); alguns tratamentos são propostos, como o uso de aparelhos auditivos, medicamentos, terapias comportamentais e relaxamento, bem como o tratamento dos distúrbios das articulações temporomandibulares. É recomendado também, evitar álcool e fumo que podem piorar o quadro, o uso de protetor auricular se exposto a sons altos e o uso de placa de relaxamento intra-bucal diante de alterações nas articulações temporomandibulares, principalmente nos casos de perda de dimensão vertical de oclusão.

Existe remédio, medicamentos para tratar o zumbido?

O uso de alguns medicamentos também podem causar Tinitus, tais como os pertencentes aos grupos dos diuréticos, antibióticos, cardíacos, e de combate ao câncer. É importante salientar que esta enfermidade deve ser tratada por uma equipe multidisciplinar (otorrinolaringologistas, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e musicoterapeutas) devido sua origem multifatorial. Diversos trabalhos relacionam os sintomas auditivos subjetivos à íntima relação anatômica e ontogenética entre o ouvido médio e estruturas mastigatórias (nos casos de perda da dimensão vertical de oclusão, má oclusão, deglutição atípica, apertamento de dentes, ranger de dentes, entre outras).